Fundação da Juventude

Fundação da Juventude cria parcerias com cerca de 250 empresas publicas e privadas para atribuição de estágios

14/06/2017

PEJENE 2017

São cerca de 250 as empresas que ainda estão disponíveis para acolher jovens estudantes ao abrigo do  PEJENE-Programa de Estágios de Jovens Estudantes do Ensino Superior nas Empresas, que decorre até final de setembro. No total existem cerca de 600 vagas por preencher em mais de 80 áreas distintas de formação que vão desde saúde, a tecnologias passando pelo ensino, formação, ambiente, gestão ou áreas específicas como antropologia, engenharia biomédica ou museologia.

 

Os estágios estão disponíveis em todo o país, sendo que cada estudante tem a possibilidade de se candidatar até 4 vagas de estágio, de acordo com as suas preferências. Como explica Ricardo Carvalho, Presidente Executivo da Fundação da Juventude, «o PEJENE promove uma relação direta entre a Escola e a Empresa/Entidade de acolhimento, através do desenvolvimento de projetos conjuntos de formação em local de trabalho, ainda durante o período de estudo dos jovens. Este é um programa cujo principal objetivo é integrar o estagiário numa entidade de acolhimento, desenvolvendo tarefas específicas de acordo com um Plano de Estágio previamente elaborado de acordo com a área de formação do estagiário. Os estágios decorrem sob a supervisão de um tutor técnico (profissional) experiente da entidade de acolhimento que, no final do mesmo, elaborará um relatório de avaliação final».

 

Os estágios realizam-se entre julho e setembro de 2017 e pressupõem a atribuição de subsídio de alimentação e de transporte, assim como um Seguro de acidentes pessoais.

Ricardo Carvalho faz um balanço positivo do programa que vai já na 25º edição e acrescenta que «na última edição do programa PEJENE a taxa de empregabilidade, verificada após a realização do estágio, foi de 19%, o que representa um acréscimo de 4% face a 2015. São resultados que se revelam bastante significativos, tendo em conta a conjuntura atual, em que existe uma grande dificuldade de empregabilidade por parte de jovens diplomados».

 

 

 

Empresas procuram, cada vez mais, jovens com formação em áreas específica

O programa tem vindo a responder desde 1992 às necessidades dos jovens que se encontram a finalizar o ensino superior, permitindo-lhes aplicar e desenvolver conhecimentos em contexto real de trabalho. «O feedback tem sido de tal forma positivo que muitas das empresas aguardam a abertura das candidaturas para lançar vagas e, muitas vezes, procederem ao recrutamento de estagiários e potenciais colaboradores. Acreditamos que muitas das vagas estão relacionadas com o “amadurecimento” do tecido empresarial e com a necessidade de fazer face a um mercado cada vez mais competitivo, no qual os jovens de elevada qualificação têm uma palavra a dizer e um contributo a dar. Muitos dos estágios estão relacionadas com áreas que começam agora a ser encaradas como prioritárias, como seja a comunicação, marketing, design ou tecnologias», acrescenta o dirigente da Fundação da Juventude que, assim, justifica os números de vagas existentes em cada uma das áreas.

 

Analisadas as vagas ainda disponíveis, as áreas de formação que continuam a ser mais requisitadas pelas empresas são as relacionadas com Economia, Finanças e Gestão de Empresas (12%), Comunicação Publicidade e Marketing (19%), apoio administrativo e Secretariado (10%) e Informática e Tecnologias (9%). Segundo a Fundação da Juventude são estas algumas das áreas nas quais as empresas tendem a investir para se tornarem mais competitivas e para se afirmarem no mercado.

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