Fundação da Juventude

Exposição Artes e Talentos 2016

De 02/04/2016 a 21/05/2016

Exposição Artes e Talentos 2016

A Exposição Artes e Talentos 2016 consiste na Mostra dos trabalhos vencedores da 2ª edição do Concurso Artes e Talentos, organizado pela Fundação da Juventude, com o objectivo de premiar a criatividade e o talento dos jovens talentos. O Concurso consistiu num convite para a apresentação de propostas individuais ou coletivas, até ao passado dia 29 de fevereiro, nas áreas da Pintura, Escultura, Fotografia, Gravura, Instalação, Arquitetura e Design, ao qual se puderam candidatar todos os jovens residentes em Portugal, dos 18 aos 35 anos, com apenas um projeto.

Das 44 propostas recebidas foram selecionados 7 artistas que vão expor no Palácio das Artes – Fábrica de Talentos.

A inauguração será a 2 de abril, nas comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos, pelas 17 horas.

A exposição será composta por 2 diferentes momentos, com diferentes artistas, a saber: 1º momento decorre de 2 de abril a 24 de abril; 2º momento decorre de 29 de abril a 21 de maio.

O júri do concurso foi constituído por Carlos Cezanne, Eduardo Paz Barroso, Maria de Fátima Lambert, Rodrigo Patrício e Maura Marvão.

 

As exposições estarão abertas de 2ª feira a sábado, das 10h às 18h. A entrada é livre.

  • Artistas Vencedores

    Projetos Vencedores 2ª Edição Concurso Artes e Talentos

    1) Inês Henriques, nasceu em 1984 em Lisboa, concluiu em 2008 a licenciatura de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

    O Projeto apresentado é composto por Part I - Escultura Metamórfica, este trabalho não tendo à partida qualquer referente, tem subjacente a ideia da exploração do espaço e de construção modular. A cor azul constitui o traço de unidade do objeto estético. Esta escolha não resulta de uma busca de novos significantes, mas de uma empatia e teve o seu inicio num único modulo, de forma aleatória. Toda a instalação resulta de uma dinâmica autogeracional na busca de outros elementos, na sua conjugação no espaço e entre si, extravando-se, por vezes, num jogo de combinação e apropriação de elementos externos, tais como o carro de transporte, com o objetivo de corporização de um objeto estético metafórico. E Part II – Construção/Reconstrução, este projeto nasce da observação de edifícios em construção. Trata-se de um conjunto de telas que explora um espaço, qualquer espaço, absorvendo-o e transformando-o em parte essencial na sua leitura, num diálogo em constante mutação entre obra/espaço/espetador, em que cada elemento mantém a sua individualidade. o modo como se articulam os diversos elementos do trabalho pretende realçar o impacto visual dos referentes e da sua volumetria no tecido urbano.

     

    2) Barbara Branco, nasceu no Porto em 1989, em 2014 completou o Mestrado em Prácticas Artísticas Contemporâneas na Universidade do Porto.

    Este projeto surge da investigação de acontecimentos do quotidiano da artista, do espaço e do tempo em que se encontra. A recolha de pequenos detalhes, objetos, vídeos e fotografias, permite então, numa fase posterior em atelier, mapear ligações e possíveis paralelismos. Quer seja a forma como são organizados os paralelos da calçada, a forma como sopra o vento norte, como o lixo se acumula no passeio, ou um artigo no jornal, tudo tem um papel igualmente relevante no seu trabalho. Simultaneamente investiga dois conceitos sob a alçada dos quais repensa estes elementos: a grelha e a rede. Tem trabalhado sobre estas problemáticas cruzando a sua utilização na arte moderna com a sua utilização noutros campos tão diversos como a área têxtil, informática, a arquitetura, etc. O orgânico também tem uma importante presença na forma como deixa indícios do passar do tempo atuar sobre o seu trabalho, tais como a decomposição, estados climáticos, ou como os mimetiza. Uma forma ou uma composição são depois finalizadas no espaço de exposição numa tentativa de aproximação a esse lugar.    

     

    3) Margarida Alves, nasceu em Lisboa em 1983, licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. 

    Este projeto consiste numa escultura/instalação composta por um modelo do universo feito manualmente em cestaria de cana e num vídeo, fotografias / desenhos de uma família algarvia que mantém as ligações profundas à terra e ao mar. no seu trabalho artístico debruça-se com frequência sobre questões de cariz existencialista, que abrangem temas associados à origem, alteridade, construções históricas, cientificas e filosóficas da realidade. Neste projeto a artidsta procura interligar modelos conceptuais científicos contemporâneos, e em paralelo saberes, modelos ancestrais de praticas agrícolas e piscatórias de aproveitamento dos recursos naturais locais – neste caso, saberes associados à cestaria de cana e à apanha de ouriços do mar.

     

    4) Fabio Colaço, nasceu em Lisboa em 1995. Em 2013 finalizou o curso de Design de Comunicação na Escola Artística Antonio Arroio. Posui também licenciatura em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

    Barbara Bulhão, nasceu em Évora em 1992, Possui Licenciatura em Escultura na Universidade de Évora e Mestrado em Estudos de Escultura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

    Habitualmente, entende-se o espaço expositivo como o local de encontro entre a obra e o espetador. Um espaço de reflexão encontro com objetos, reais ou virtuais, que nos colocam questões que podem ser reinterpretadas vezes sem conta. O projeto aqui proposto coloca exatamente em questão esse espaço delimitado – o espaço entre os objetos e o espetador, objetos esses que escondem qualquer coisa a ser encontrada pelo publico, e o próprio, voltada a esconder. Pretende-se criar um conjunto de objetos escultóricos, que ao inicio assumem uma posição primordial, a posição do artefacto da obra de arte, mas que, em contacto com o publico, poderão ser mudados de posição, recolocados, dentro do mesmo espaço, o espaço delimitado por nós que está sempre em busca. Os objetos são para serem usados, gastos, tem uma duração, a duração que o publico quiser atribuir.

     

    5) Jorge Américo, nasceu em 1984. O artista explora na sua obra questões sobre a memoria e a ruína. Tenta criar novas formas de ver e pensar as casas em colapso e os murmúrios que nelas ainda existem. Dentro de espaços em eminente desmoronamento a obra surge numa fusão entre pintura e arquitetura. As paredes são vistas como acumulações de gestos na qual de forma arqueológica são “levantados” e explorados. O artista pinta diretamente na parede e apos um longo período de secagem, semanas ou meses,  tinta é arrancada gentilmente dentro de uma moldura de madeira. A obra surge assim no momento em que é retirada da parede e uma espécie de pele interna é exposta, sendo sempre uma total descoberta. 

     

    6) Lucy Valente Pereira, nasceu na Venezuela em 1983. Em 2012 terminou o mestrado em Artes Plásticas na UAL University of the Art London. Toda a obra da artista é influenciada pela evolução da medicina, pela sua história e como a sua evolução modificou e ainda modifica a nossa sociedade. Surgem questões sobre o corpo ou um corpo, as suas mutações, materialidades e estados de rutura. É o estudo da história da medicina que as obras surgem, inspiradas desde a época medieval onde grade parte dos estudos antómicos tinham que ser completados através de analogias a outros corpos, tais como macacos ou porcos. Estas analogias abriram espaço para possíveis especulações e é aqui o foco de todas a obras da artista.

     

    7) Clara Pais, Nasceu em 1990 e vive e trabalha em Espinho. É artista e cineasta.

    Daniel Fawcett, Nasceu em 1982 no Reino Unido, Vive e trabalha em Essex.     

    A proposta é 3 obras vídeo para exposição em galeria, dispostas em 3 salas, um vídeo por sala. Os vídeos serão projetados e mantidos em loop continuo durante a exposição. Estas obras são parte de uma serie que nasce de uma exploração algures entre pintura e o cinema, que explora as qualidades plásticas e pictóricas do vídeo e o potencial expressivo da imagem em movimento. Nestas obras a dimensão mítica espalha-se pela tela de projeção, reclamando-a como uma arena onde energias, arquetípicas são libertadas para se manifestarem livremente. Figuras vagueiam por ambientes de cores vividas e formas mutáveis, fundindo-se e separando-se do seu meio envolvente num processo constante de transformação. Subsiste a sensação de um ritual que se desenrola para além da linguagem.

  • Calendário

    Exposição de 2 a 24 de Abril

    • Barbara Bulhão
    • Barbara Branco
    • Fabio Colaço
    • Inês Henriques
    • Jorge Américo
    • Margarida Alves

     

    Exposição de 29 de Abril a 21 de Maio

    • Lucy Valente Pereira
    • Clara Pais
    • Daniel Fawcett
  • Horário

    De 2ª feira a sábado - das 10h às 18h

  • Contactos

    Ema Gonçalves

    Email: egoncalves@fjuventude.ptTel.: (+351) 22 339 35 30

  • Local

    Palácio das Artes - Fábrica de Talentos

    Largo de S. Domingos, 16-22
    4050-545 Porto

    Tel.: (+351) 222 022 380

Sede

  • Palácio das Artes - Fábrica de Talentos
    Largo de S. Domingos, 19
    4050-545 Porto
  • Tel: + 351 22 339 35 30
    Fax: + 351 22 339 35 44

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